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A noite está no início e Fernando já está bêbado. Comprou uma garrafa de uísque e chegou ao bar com a mesma pela metade, além de ter bebido três ou quatro garrafas de cerveja com o amigo Daniel; que encontrou na chegada. Há oito garotas e seis rapazes, mais um barman e quatro garçonetes.
Fernando chama uma das garçonetes – uma loira de seios túrgidos e belas pernas -, ela se aproxima e ele pergunta:
- Pode me fazer um favor?
- Claro, o que deseja? – sorrindo.
- Desejo fazer uma pergunta.
- Pode fazer! – mantendo o sorriso.
- Tem pouca gente aqui… Eu cheguei cedo demais ou é sempre assim?
- Como o senhor se chama?
- Não me chame de senhor, por favor, só tenho dezoito! Chamo-me Fernando.
- Certo… Desculpe-me, Fernando! Ainda estamos no início da balada; lá para as duas horas a casa estará cheia.
Fernando consulta seu relógio de pulso e ainda são onze e quarenta e cinco.
- Ok, muito obrigado! Como se chama, senhorita?
- Ana Flávia. Para o que precisar, estou aqui.
- Muito obrigado, Ana Flávia… Educada e belíssima! – esboçando uma insinuação.
- São seus olhos, Fernando! Lembre-se que estou aqui para o que precisar… Deseja algo mais?
- Pode me trazer um Martini com Vodca?
- Claro! – Ana Flávia se vira e caminha até o balcão, enquanto Fernando fica abobado com as nádegas fartas da garota.
- Você viu isso? – Fernando questiona Daniel, referindo-se à garota.
- E como vi… Deliciosa! – com um semblante de tara.
- Eu pagaria trezentinhos para fodê-la!
- Putz, você não me disse que está desempregado?
- Mas eu fiz uma correria.
- Hum… Ainda está vendendo micro-pontos?
- Não, a fonte secou e eu quase puxei xadrez.
- Então foi o que?
- Um-cinco-sete.
- Nossa, maior adrenalina! Como foi?
- No consultório de uma dentista, em São Bernardo do Campo… Espera que a garçonete está chegando.
Ana Flávia se aproxima com a taça de Martini e Vodca, pedida por Fernando, numa bandeja.
- Aqui está, Fernando. – pondo a taça sobre a mesa. – Mais alguma coisa? – dando uma piscadela.
- Você sai que horas?
- Desculpe, tenho namorado.
- Prometo que não conto a ele!
- Cuidado, ele é valente!
- E eu sou descarado!
- É?
- Sim, posso te dar uma aventura bastante excitante.
- Eu até toparia, porque te achei uma gracinha, mas tenho um compromisso.
- Nunca viola regras?
- Não gosto de violar regras.
- A pergunta foi outra!
- Algumas vezes.
- Fica excitada quando as viola?
- Não entendi.
- Imagine-se quando criança, transpondo os limites impostos pelos seus pais.
- Sim, continue.
- Estar fora destes limites te excitava?
- Sim, mas eu apanhava no bumbum ou levava uma bronca daquelas!
- Sempre? E nas vezes que ninguém descobria?
- Dava medo.
- Medo de que?
- Medo que descobrissem.
- Um excitante frio na barriga, não é?
- Sim, era um medo que me perseguia por muito tempo… Só passava quando partilhava com alguma amiga.
- Sentia um alívio?
- Isso, um alívio.
- E mantinha uma cúmplice que não podia contrariar?
- Não é bem assim, mas posso dizer que sim.
- A garota está ficando constrangida, Fernando! – intercede Daniel.
- Não, gostei do papo! – Ana Flávia, animada.
- Vamos fazer uma coisa? – pergunta Fernando a Ana Flávia.
- Depende do que deseja.
- Espero seu expediente acabar e saímos só para conversar… Não te obrigo a nada que não queira e prometo que farei de tudo para, no mínimo, sermos bons amigos.
- Bons amigos? Sei… – em tom irônico.
- Você quem sabe… Se me der este voto de confiança, ficarei honrado.
- Vou pensar.
- Esteja a vontade… Ah! Não se sinta obrigada a me dar atenção; trabalhe em paz!
- Não é em paz que trabalho, porém muito obrigado. Enquanto estiver aqui, darei o melhor de mim para que se sinta bem. – dando outra piscadela e acariciando o dorso da mão de Fernando.
- Será um prazer e uma honra! – retribuindo a piscadela e tomando a mão da moça para beijá-la.
- Você é muito gentil… Ficaria conversando contigo, mas a casa está enchendo e preciso trabalhar um pouquinho.
- Ok, espero a sua resposta ao final do expediente.
- Pode deixar, pensarei com carinho. – soltando um beijo no ar.
Ana Flávia se afasta e Fernando fica em transe, observando o corpo voluptuoso.
- Amigão!
- Como?
- Estou aqui! – Daniel, às gargalhadas.
- Nossa, cara, que mulher gostosa!
- Sem querer te interromper, e o um-cinco-sete?
- Ah, pode crer! – após um gole da bebida.
- Você disse que foi no consultório de uma dentista.
- Sim. Um amigo meu trabalha na casa desta dentista e me contou que o seu marido, dono de uma empresa de informática, guarda dinheiro no consultório.
- Esse seu amigo trabalha de que?
- Ele é caseiro; arruma o jardim, limpa a piscina e faz serviços gerais. Conseguiu a informação porque está comendo uma empregada de lá.
- E como você meteu o um-cinco-sete?
- Esse amigo me passou que na quinta-feira é o melhor dia, então marquei todos os horários da tarde com duas semanas de antecedência. Chamei outro mano para aplicar a ação e nos armamos com duas quadradas, nove milímetros, para dar o bote.
- Hum… Deu tudo certo?
- Claro! Entramos, rendemos, pegamos o dinheiro, algumas próteses e dois notebooks. Deixamos a atendente e a dentista amarradas na fita e saímos pela recepção do prédio como se nada tivesse acontecido.
- Levaram quanto?
- Quatro mil para cada.
- Putz! Não tem como me por numa fita dessa?
- Se rolar, eu te aviso. – dá outro gole na bebida.
O bar está mais movimentado e Ana Flávia retorna.
- Estão satisfeitos? – pergunta a moça.
- Ainda não. – responde Fernando.
- O que te falta, querido?
- Uma moça prometeu pensar em sair comigo para conversar… Estou angustiado por esta resposta.
- Hum… A moça está quase aceitando, chegou a conversar com algumas colegas de trabalho sobre isso, mas ela precisa de um euforizante para pensar melhor.
- Nossa, não sabia que esta moça tem asas tão compridas!
- Mais compridas do que possa pensar!
- Trinta gramas são bastante para a moça?
- Tentador!
- Nem eu estava sabendo dessa! – exclama Daniel.
- Uma surpresinha. – brinca Fernando.
- Você não quer me acompanhar até a cozinha para que eu prove a qualidade? – diz Ana Flávia.
- Só se for agora! – levantando-se sorridente.
- Espero você aqui? – pergunta Daniel.
- Ainda não sei. – Fernando responde tirando um papelote do bolso e entregando a Daniel.
- Vamos? – Ana Flávia.
- Vamos, amor meu. – segurando a mão da moça.
Ana Flávia e Fernando caminham por entre os trinta ou quarenta presentes até o balcão do bar. A garota cochicha algo no ouvido do barman, que balança a cabeça em sinal de positivo. Ela aponta uma porta atrás do balcão para Fernando e o guia pelo caminho correto. Eles entram na cozinha; um cômodo grande, mas abafado pelo calor dos fogões e fornos.
- Espera que eu vou pegar uma bandeja. – pede Ana Flávia.
- Tudo bem!
A dama caminha até uma pilha de louça a retirar a parte de cima da sua roupa, ficando de mini-saia e sutiã. Trás uma bandeja comprida e pouco larga.
- Está quente, não é?
- Muito! – Fernando se excita com os seios túrgidos da moça e permanece com os olhos estatelados nos mesmos por alguns segundos.
- Gosta deles?
- De que?
- Dos meus seios.
- (…) – Fernando fica sem jeito. – Sim, são espetaculares!
- Só isso? Esperava mais para mostrá-los!
- Sinceramente, fugiram-me todas as palavras possíveis… Meu instinto tomou conta de mim.
- Tomou? – comprimindo os seios contra a bandeja.
- Assim você me tira do sério, Ana!
- Talvez seja isso que eu queira.
Fernando se aproxima de Ana Flávia, segura a sua cintura por trás e sussurra ao seu ouvido:
- Para quem estava com tanto zelo pela relação com o namorado, você está me saindo uma bela duma canalha!
- Só estou seguindo a sua intenção de sexo e drogas. – lambendo-o na nuca.
- Algo mais?
- Por quinhentos reais, consigo uma morena de olhos verdes para a gente se divertir.
- Sei que consegue!
- Vamos chupar o teu caralho tão bem que irá nos esporrar todinhas. Depois te daremos muito carinho… Topa?
- Topo.
- Percebi pela rigidez sobre tua virilha.
Ana Flávia coloca a bandeja sobre um balcão atrás de Fernando e desabotoa a sua calça. Segura o seu pênis com carinho e começa a masturbá-lo, enquanto ele roça a boca sobre os seios da mulher e tenta arrancar o sutiã com os dentes.
- Calma! – interrompe Ana Flávia.
- Agora que você me faz ficar de pau duro quer que eu pare?
- Não viemos aqui para isso… Lembre-se do nosso trato.
- Você é mesmo uma canalha! Esquenta a bandeja para mim?
Ana Flávia vai até o fogão, pede licença à cozinheira, aquece a bandeja e retorna ao balcão.
- Cadê o pó? – pergunta afoita.
Fernando retira uma embalagem – similar a uma saboneteira – do bolso, abre-a e espalha uma boa quantidade de cocaína sobre a bandeja.
- Bate pra mim? – pede Fernando.
- Com prazer, meu lindo!
Ana Flávia saca um cartão de crédito do bolso e começa a esmagar as bolotas de farinha até desfazê-las em pó.
- Gosta de carreiras longas ou curtas?
- Você decide, minha querida.
Ele esmaga mais, para que o pó fique mais fino, e estira seis trilhar imensas com o cartão.
- Você cheira uma dessa de uma só vez? – Fernando, descrente.
- Sim. – enrola uma nota de dez Reais, põe no nariz e aspira duas carreiras sem parar.
- Olha, você é do traçado! – afirma espantado, enquanto a moça ergue a cabeça para aspirar o pó preso nas fossas nasais.
- Sua vez, querido!
- Não, não quero. Preciso estar de pau duro para você.
- Eu e minha amiguinha sabemos fazer um cacete subir em situações adversas, mas já que prefere assim…. – coloca a nota enrolada no nariz e aspira mais uma.
- Onde está a sua amiga?
- Espera um momento! – corre até a porta por onde entraram e põe a cabeça para fora.
Fernando está com tanta libido que resolve cheirar uma carreira para não ejacular precocemente. Ana Flávia volta e, logo em seguida, entra uma morena escultural a abraçá-la por trás.
- Ouvi a notícia e já fiquei toda molhada! – diz a morena. – Como se chama, meu lindo?
- Fernando, e você?
- Carla, – avança contra Fernando e lhe dá um beijo prolongado na boca.
Carla olha para a bandeja e pergunta:
- Essas duas são minhas?
- Claro! – responde Fernando.
- Cheirou uma? – sorri Ana Flávia.
- Muito tesão… Pra controlar um pouco.
- Vamos sair daqui… Está de carro? – Carla.para Fernando.
- Sim, estou.
- Onde estacionou?
- No estacionamento privado daqui do lado.
- Que carro é?
- Um Omega grafite. – mal sabem elas que é um carro furtado em Ponta Grossa.
- Hum… – Carla apalpa o pênis de Fernando. – Vamos sair pelos fundos, dá direto no estacionamento… Deixa-me cheirar minha última e já vamos.
- Ah! Desculpa cortar o tesão, mas os quinhentos são adiantados. – avisa Ana Flávia.
Fernando saca a carteira recheada com quase três mil Reais – o que concentra a atenção das garotas – e prende dez notas de cinqüenta no sutiã de Ana Flávia.
- Cuidado que as onças mordem. – brinca Fernando.
- Eu mordo bem mais gostoso do que elas… Vamos?
- Indique a saída que vamos para onde quiser.
Fernando sai abraçado às duas garotas, dando vida aos seus pensamentos libidinosos a apalpá-las. Chegam ao estacionamento e entram no carro: Ana Flávia senta no banco de carona e Carla no banco de trás.
- Nossa, esqueci uma coisa! – exclama Fernando.
- De que? – Ana Flávia.
- Não paguei a conta.
- Relaxe, me dá mais cinqüenta que eu pago.
- Não foi tudo isso!
- Mas estou te fazendo um favor. – dá uma piscadela.
- No motel eu te dou.
- Tem um legal no Centro! – grita Carla.
- Temos tantas opções em Sampa e você que a Boca do Lixo?
- É disso que eu gosto… Putaria! – a gargalhar.
- Nem precisava ser na Boca do Lixo, mas já que você disse; isso me excita! – Ana Flávia.
- Pois bem, vamos pra lá!
Fernando dá a partida no carro, sai da vaga, paga a estadia no estacionamento e invade a rua fritando os pneus; as garotas ficam mais eufóricas. Ana Flávia pede a cocaína, Fernando dá e ela passa para Carla tratá-la.
- Você dirige bem em qualquer condição? – Ana Flávia.
- Por que? – Fernando não entende.
Ana Flávia escorrega a mão até as calças de Fernando e as desabotoa, abre o zíper lentamente e puxa o seu pênis de dentro da cueca. Começa a masturbá-lo e ele reduz a velocidade com que conduz o veículo enquanto Carla cheira pó no banco de trás. Ana Flávia joga seus longos cabelos loiros para trás, abaixa a cabeça até por a boca no pênis de Fernando, faz carícias com a língua e o suga com desenvoltura. Fernando guia o veículo a trinta quilômetros por hora até que freia bruscamente num orgasmo. Ana Flávia bate a cabeça no volante, mas lambe todo o esperma a rodear a língua pelos lábios.
- Nossa, quase caiu o pó! – Carla.
- Caiu alguma coisa? – Ana Flávia.
- Não, sorte. O que estavam fazendo aí, seus safadinhos?
- Estava fazendo um carinho nele.
São duas horas da manhã e e chegam ao motel sugerido por Carla. Fernando estaciona o carro, deixa o quarto pago até a manhã e sobe com as garotas. O quarto é espaçoso e confortável; com televisão, cama redonda, aparelho de som e banheira de hidromassagem. Há uma mesa de vidro do lado da cama.
- Vê a mesa? Por isso que sugeri aqui! – Carla.
- Pode jogar todo o pó aí em cima. – Fernando.
- Todo? – Ana Flávia.
- E mais esse. – Fernando tira cinco papelotes do bolso.
O rapaz levanta a parte de trás do casaco e puxa uma pistola automática – presa pelas calças -, retira o pente de balas e coloca tudo em cima da mesa.
- Pra que isso, moço? – Carla, assustada.
- Pra vocês me matarem se eu abusar de vocês! – Fernando, sorrindo.
- Cuidado, Fé. – pede Carla.
- Não se preocupe, não brinco com isso.
- Ainda bem!
- Armas me excitam! – diz Ana Flávia.
- Excitam?
- Posso pegar?
- Está descarregada, pode.
Ana Flávia segura a arma e começa a apontar para alguns lugares do quarto, imitando o som de tiros. Passa pelo corpo enquanto tira a roupa numa dança sensual. Coloca o cano na boca e começa a se masturbar. Rodeia os mamilos com a coronha da pistola, descendo lentamente até a vagina; onde esfrega lentamente e introduz a pistola. Carla se assusta com a brincadeira, mas Fernando se excita e deita na cama a tirar a roupa. Ana Flávia pede para Carla tirar a roupa e esta obedece, a deitar do lado de Fernando. Carla masturba Fernando até o pênis estar rígido e se agacha sobre ele, subindo e descendo para o saltitar dos seios pontudos tomar a atenção do rapaz.
- Carla! – chama Ana Flávia.
- O que? – pergunta Carla.
- Olha pra mim! – masturbando-se e desejando ser observada.
Carla enverga o corpo para trás, a saltitar freneticamente sobre Fernando, e olha para Ana Flávia de cabeça para baixo. A garota impõe a arma contra Carla e aperta o gatilho… A arma dispara e a bala atinge a testa da garota.
- Meu Deus! Você é louca! – Fernando se desespera.
Ana Flávia permanece na mesma posição, como se estivesse em estado de choque, e, subitamente, começa a gargalhar em vias de insanidade.
- Você matou a mina, sua louca! – tirando o pênis de dentro da vagina de Carla e estendendo-a na cama.
- Atirou.
- Como assim, atirou? Você pegou o pente de balas!
- Não peguei. – com cara de dengo.
Fernando se lembra que esqueceu de retirar a bala que estava na agulha e entra em desespero.
- Você tocou em algum dispositivo além do gatilho?
- Nesta chavinha da esquerda. – apontando na pistola.
- É a trava de segurança… Tinha uma bala na agulha e você destravou.
- O que vamos fazer?
- Não sei. – com os pés no chão, sentado na cama e as mãos na cabeça.
Ana Flávia caminha para a cama, senta ao seu lado e diz:
- Engraçado, não estou com medo.
- Deveria. Isto foi um homicídio com uma arma ilegal e temos uma quantidade absurda de droga.
- A droga podemos consumir.
- Você não liga mesmo, não é?
- Não. Veja, está morta e estamos vivos.
- Você é realmente louca.
- Há pouco tempo transava com ela.
- Brochei com o susto.
- Quer que eu te mame pra acalmar?
- Não, estou pensando.
- Ela era muito linda. – tocando os seios de Carla. – Ainda está quente e a vagina continua lubrificada…. O tiro fez um furinho na testa e um rombo na nuca. Tem outro furo nas costas… Deve ter atravessado o crânio e se alojado na coluna.
Ana Flávia abre os braços e as pernas de Carla na cama, em disposição de estrela, e percorre o corpo com o nariz. Lambe a vagina e acaricia os seios como se estivesse viva. Fernando olha tudo num misto de tesão e nojo.
- O que está fazendo?
- Você não deu pra ela a última gozada. Interrompi e devo isso.
- Ela não sente mais, louca!
- Eu sinto por mim e por ela.
- Não acredito no que estou vendo!
- Então por que está de pau duro? Junte-se a nós!
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