Poesia

Violência contra a literatura.

Memismo

30 de julho de 2010 - 7:56

Quero o teu meme agora,
Brotado de toda esta prosa envernizada e regular que vomita,
Fundido a partir dos fragmentos de colisões entre estas estafermas pseudo-intelectualóides.

Quero o teu meme nu,
Virgem e louco para trepar com tudo que aí está,
Ligar-se ao mundo para persistir-se,
Compor-se aos demais a fim de dominância.

Quero o teu meme no tom que venha,
A tua existência ratificada,
O teu motivo pra tanto lixo,
A tua verdade desconstruída.

Poesia

Precisa-se de Nodos

30 de julho de 2010 - 4:15

Precisa-se de nodos bipolares ou esquizofrênicos para a rede neural;
Nodos com múltipla personalidade ou emulação de rede neural própria também são apreciados.

Nodos
Puramente nodos
Já abastecem todas as funções regulares e não são requeridos.

Poesia

Archaeopteryx

29 de julho de 2010 - 4:41

Posso ser seu risco e fracasso,
Futuro em descaso,
Paixão esfriada,
Lugar infeliz.

Posso ver tod’os seus defeitos,
Vergonhas e medos
Tombarem de fome
Assim que a porta se abrir.

Posso ter a sua desgraça
Numa média pela manhã
Enganando o sono por uma hora
E a fome por um minuto,
Mas só posso.

Poesia

Deus Falido

28 de julho de 2010 - 19:59

O carteado egoísta com o divino ao fundo,
Calcificado na água turva,
Irreparável sequer à chuva,
Boia inocente e laxo de densidade da margem ao leito
E do leito à margem
Pronto para ser rio todo duro,
Seco,
Mas de divino só o mote,
Nem a crença.

Por dentro de seu corpo fibroso,
Ululantes no espaço entre tais fibras,
A revolução ou reforma,
A ordem mutável só em cerne das distribuições
Do novo crupiê pela morte do antigo,
Não da morte dum Deus falido.

Poesia