Poesia

Violência contra a literatura.

A Eremita

7 de setembro de 2010 - 11:20

Convivendo com a literatura limitada a causá-la vincos,
A malária a visitá-la quinzenalmente,
Os sapos ressabiados por sua presença,
O sol escondido pelas copas das árvores
E a fome estancada com o veneno em doses apenas letárgicas,
Sentia-se mais feliz que na urbe natal,
Considerando falta só o calor e o toque doutrem.

Poesia

A Convertida

5 de setembro de 2010 - 18:46

Era da pior espécie de vagabunda que tenho conhecimento:
Esgueirava-se entre seus elogios bem medidos e carícias cronometradas,
Contornava o repugnante da vítima com falsos fetiches,
Perifraseava a sua exuberância túrgida na moeda afetiva
Por um novo palmo seu de pele que seria o mesmo,
Apenas mais comprimido ou frouxo,
Até que desaparecia
Com a pouca fortuna que queria nas mãos,
Com a pobre miséria que quase toda rameira pleiteia…

E eu amava aquela vira-lata,
Aliás,
Mesmo morta,
Nunca deixei de amar.

Poesia

Très Petit

5 de setembro de 2010 - 12:49

Embalado assim,
Quase flutuando,
Pedaço de mim
Em paz,
Em quem ousei me apaixonar.

Poesia

Le Fleur pour Pâle Enfant

3 de setembro de 2010 - 7:32


Não provoque uma criança
A ser o que foi feita para amar
Se não puder o infinito,
Se não quiser um impossível coerente.

Poesia