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Ontem entrei em êxtase, duas das equipes que ganham títulos com um futebol horroroso perderam com justiça; a Itália pela sua incompetência e o São Paulo pelo seu jogo violento. Esses sistemas táticos herdados da velha Europa, com três volantes ou zagueiros, que muitos brasileiros chamam de futebol moderno e, na verdade, nada mais são do que o funeral do autêntico futebol arte, deveriam ser banidos do Brasil: cornetando feito um bom brasileiro. Não vou nem falar da Itália, porque aquele futebolzinho feio deles vai ser assim, medonho, até não-sei-quando, mas o São Paulo… ora, o São Paulo é um caso sério.
Um clube que já dispôs dos serviços de Telê Santana, Raí, Leonardo, Cafu e Müller não deve estar com as idéias no lugar certo, pois ultimamente, com toda aquela estrutura para a formação de atletas, o tricolor paulista se tornou uma fábrica de zagueiros caneleiros, um time previsível, ao estafante estilo britânico de força e balões para dentro da área. Sinceramente, e não é dor de cotovelo de flamenguista, até por estar torcendo para o Flamengo cair para segunda divisão a fim de tomar vergonha na cara, aperta o meu coração ver um campeão brasileiro que joga um futebol tão medíocre.
Não sei o que se pode fazer acerca disto, pois muitos dos atuais técnicos tupiniquins valorizam o resultado mesmo que se jogue feio e, conseqüentemente, copiam os esdrúxulos estilos europeus da década de 1980 como se fosse alguma coisa que valha a pena (na verdade, visto as circunstâncias, vale). Na minha humilde opinião, o que torna o Brasil mais parecido com a Europa (e mais feio) é esta sede pelo 1×0, que vale os mesmos 3 pontos de um 5×0, quando os placares elásticos são a digna redenção da história brasileira nas quatro linhas. Em suma, se o Campeonato Brasileiro extinguisse o sistema de pontos e tornasse o saldo de gols o primeiro critério de desempate, a conversa seria outra; até mais agradável.
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