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Que me desculpe o finado intelectual Afonso Arinos de Melo Franco, mas já está virando sacanagem esse abuso sobre a lei de sua autoria. Eu sou mestiço, tenho cabelo duro, beição e nariz batatudo, entretanto, fico puto da vida quando assisto na tevê ou leio nos jornais que um negão se sentiu agredido por ter sido chamado de macaco. Se fosse chamado de galinha, um animalzinho ridículo, com cérebro de ervilha e asas que não servem pra nada, estufaria todo o peito e se acharia o maioral, mas, quando chamado de macaco, o nosso primo mais próximo, animal perspicaz e inteligente, sente-se agredido a ponto de acionar a justiça para ter os seus direitos preservados.
Ora veja, seria isso uma discriminação para com os macacos? Coitados dos representantes do ramo genético que não desenvolveu a fala, pois, se falassem, abririam um processo contra nós, humanos, por terem a sua denominação associada a um jargão tão pejorativo!
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